CLIQUE NO BOTÃO PARA JOGAR O JOGO DA MEMÓRIA

O JOGO

O Jogo da Memória “Parque Nacional dos Campos Gerais: patrimônio paranaense” destina-se a alunos do ensino fundamental e médio de escolas da região. Este jogo é um recurso de apoio às atividades de Educação Patrimonial, que procura estimular o reconhecimento e a valorização do patrimônio cultural dos Campos Gerais, incorporando-o à identidade regional.

O Jogo é indicado para todas as idades, formado por cartas que possuem uma figura que se repete em duas peças e no verso de todas as figuras está a identidade visual do projeto. Ao todo são 25 imagens que correspondem aos aspectos do patrimônio do Parque Nacional dos Campos Gerais. Para jogar, cada participante na sua vez desvira duas cartas e deixa que todos as vejam. Caso sejam iguais, o participante deve recolher consigo esse par. Se forem peças diferentes, estas devem ser viradas novamente, passando a vez ao participante seguinte. Ganha o jogo quem tiver descoberto mais pares.

Antes de começar o jogo, conheça cada umas cartas e veja o que temos para te contar sobre elas. Assim, além de se divertir, você conhecerá mais sobre os aspectos culturais, históricos, a biodiversidade e a geodiversidade da região dos Campos Gerais. Desse modo, você também poderá ser um defensor do Parque!

AS CARTAS

Pintura Rupestre

Pinturas rupestres são figuras pintadas nas rochas por antigos indígenas que viviam na nossa região. Estas figuras de cor vermelha representam animais e as condições do meio em que viviam. Na nossa região encontramos pinturas que pertencem à “Tradição Planalto” (figuras de animais, tais como os cervídeos, aves e répteis) e à “Tradição Geométrica”, com desenhos pontilhados, círculos e linhas. Quando vir uma pintura dessas, não toque, só observe! Elas são muito frágeis.

Tropeiros

A denominação “tropeiro” é utilizada para designar os peões que trabalhavam na criação de gado da região dos Campos Gerais e estados vizinhos. Esse nome vem dos antigos trabalhadores que conduziam tropas de gado desde a cidade de Viamão no Rio Grande do Sul até Sorocaba, no estado de São Paulo. O tropeirismo marcou profundamente hábitos e a cultura da população tradicional da região. Muitas cidades dos Campos Gerais foram fundadas devido a essa atividade. Ponta Grossa é uma delas!

Capela de Santa Bárbara

Esta Capela é um bem tombado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná. Foi construída em 1729 pelos jesuítas, que vendo o crescente movimento dos tropeiros na região, apressaram-se na construção de uma capela. A Capela de Santa Bárbara é de pau a pique e reboco, coberta com telhas trazidas de Paranaguá em lombo de burro. Foi construída com material da região, o arenito furnas, e suas paredes são bem grossas. A Capela não está dentro da área do Parque Nacional. A entrada é gratuita.

Passo do Pupo

Por esse vilarejo no distrito de Itaiacoca transitavam as tropas que vinham do Rio Grande do Sul. Seu nome vem de um antigo morador, de nome Pupo. Há uma operadora de ecoturismo, camping, pequenos bares, uma bica que fornece água fresca e a igreja. Logo após o Passo, tem a Serra de Itaiacoca, que liga o Segundo e o Primeiro Planalto Paranaense. Possui mata de araucárias e no trajeto podem ser observados fornos e trilhos de antigas minas de talco abandonadas.

Pinhão

O pinhão é a semente da araucária e pode ser consumido assado ou cozido, sendo muito apreciado em nossa região. Muitos animais também gostam do pinhão, como os macacos, serelepes, e aves, tal como a gralha-azul. É um alimento nutritivo, rico em calorias e em fibras. Respeite as épocas de colheita do pinhão, a colheita antecipada é crime ambiental!

Araucária

O Pinheiro-do-Paraná (Araucaria angustifolia) é a árvore símbolo do nosso estado e o seu corte é proibido. A forma em guarda- chuva é típica das araucárias mais velhas (que podem chegar a 400 anos e 50 metros de altura) – os exemplares jovens possuem copa oval. Para proteger um dos maiores remanescentes de floresta com araucárias do país foi criada outra unidade de conservação, em parte dos municípios de Imbituva, Teixeira Soares e Ipiranga, a Reserva Biológica das Araucárias.

Orvalhinha

As Orvalhinhas (plantas do gênero Drosera) são insetívoras muito pequenas, possuem a capacidade de atrair, capturar, digerir e utilizar as substâncias úteis de pequenas presas animais. Suas folhas carnosas são atrativas e acabam sendo uma armadilha através dos seus pelos que secretam uma substância digestiva viscosa que prende a presa.

Rainha do abismo

A Rainha do Abismo (Sinningia canescens) é uma espécie que está ameaçada de extinção e que possui uma flor muito bonita. Ela aparece nas rochas da nossa região, vive agarrada aos paredões ou entre as fissuras das rochas. Hoje em dia é cada vez mais difícil encontrar essa planta, portanto quando vir uma dessas, não a retire de seu ambiente!

Cacto bola

Este é o cacto bola, seu nome científico é Parodia carambeiensis. Os cactos gostam de clima seco e ensolarado e nos Campos Gerais há muito vento e sol forte. Eles conseguem acumular água em seu caule. É uma planta que só existe na nossa região e vive sobre as rochas. Sua flor é muito bonita, porém, o cacto bola está ameaçado de extinção. Quando vir um cacto desses, deixe ele em seu lugar, as rochas são sua casa!

Bugio

O bugio (Alouatta guariba), também conhecido por guariba, é um dos maiores primatas das Américas. Possui cor vermelho-alaranjado e habita áreas de floresta, ficando normalmente no topo das árvores. Eles se alimentam de flores, frutas, pinhões e brotos e por comerem muitas folhas, passam boa parte do dia descansando. O bugio emite um som bem alto, que pode ser escutado por até 5 km de distância! Hoje em dia há cada vez menos macacos como esse, devido à devastação das matas e pela caça.

Lobo Guará

O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é um mamífero, primo do cachorro, que vive nas áreas de campo e floresta. De cor laranja-avermelhado, se alimenta de pequenos roedores e de frutinhas da região, mas por depender muito desses locais para sobreviver, está ameaçado de extinção. Ele possui patas longas e finas e orelhas grandes. É um animal que gosta de andar sozinho, no final da tarde. Essa é uma espécie que está ameaçada devido à constante expansão da agricultura e à caça predatória.

Gralha Azul

De acordo com a Lei Estadual n.º 7.957 de 1984, a gralha azul (Cyanocorax caeruleus) é uma ave símbolo do Paraná. Seu alimento é o pinhão, semente da araucária. Muita gente acredita que a gralha azul planta o pinhão, mas na verdade ela deixa cair a semente no chão e uma nova araucária cresce. São aves muito inteligentes (só perdem para os papagaios) e possuem comunicação complexa, com mais de 14 tipos de “gritos” diferentes.

Quati

Os quatis (Nasua nasua) possuem uma cauda longa e peluda e focinho alongado. As fêmeas e os jovens gostam de andar em bandos, mas os machos são solitários. Existem quatis em todo o país! Apesar de dóceis, podem provocar doenças, como a raiva. Para evitar acidentes, não toque e não ofereça alimentos para eles.

Cutia

A cutia (Dasyprocta azarae) é um pequeno roedor de dentes grandes que se alimenta de folhas, frutos e raízes e vive em pequenos buracos na terra. Ela possui orelhas bem pequenas e a sua barriga é mais clara do que o restante do seu corpo. Quando se alimenta, ela fica sentada sobre as patas posteriores.

Suçuarana/Puma

A suçuarana (Puma concolor) também é chamada de onça parda ou puma e é o segundo maior felino das Américas. Ela adora andar à noite atrás de pequenos roedores, tatus, veados e macacos que vivem na região do Parque. Possui cor marrom e cauda comprida e fina, que vai escurecendo até chegar a uma ponta preta. Seu nome tem origem indígena e quer dizer “parecido com o veado”. As ameaças a esta espécie são a destruição de habitats e a perseguição pela caça.

Gavião Carcará

O gavião carcará (Polyborus plancus) é também conhecido como carancho. É uma espécie fácil de ser observada na nossa região. Habita campos, cerrados, matas, caatingas, e a região litorânea e faz seus ninhos entre ramos de árvores muito altas. É uma ave forte e conhecida porque tem ótima visão. Alimenta-se de insetos, ovos de outras aves, cobras, aranhas, minhocas, além de frutas e grãos que encontra no chão.

Esquilo

Também conhecida como serelepe (Sciurus ingrami), essa espécie tem hábitos diurnos e são muito ativos. Gostam de ficar em troncos e galhos de árvores, saindo só para procurar alimento. Salta até cinco metros de distância para fugir dos predadores. Possui visão e audição muito apuradas e sua cauda é importante no seu equilíbrio. Os ocos das árvores são onde os esquilos moram, guardam comida e se reproduzem. Gostam de comer frutos secos e sementes, entre elas o pinhão.

Veado-Campeiro

O veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus), habita os campos e é encontrado em boa parte da América do Sul. Essa espécie possui aproximadamente um metro de comprimento e os machos possuem chifres que chegam a 30 cm de altura. Todos os anos, entre agosto e setembro, eles perdem esses chifres, que voltam a nascer em dezembro. O veado-campeiro se alimenta de gramíneas, arbustos e ervas. Essa espécie hoje em dia está ameaçada de extinção.

Área de Proteção Ambiental da Escarpa Devoniana

Esta é a nossa maior unidade de conservação estadual, estendendo- se desde Rio Negro, no limite com Santa Catarina, até Sengés, no limite com São Paulo. A Escarpa Devoniana constitui um dos degraus do relevo do estado do Paraná, que separa o Primeiro do Segundo Planalto Paranaense. Na Escarpa há cânions, furnas, fendas, lajeados, cachoeiras, campos e matas preservadas, que abrigam rica fauna.

Cachoeira do Rio São Jorge

O Rio São Jorge forma uma cachoeira com mais ou menos 25 metros de altura. Há pinturas rupestres de cerca de seis mil anos e diferentes formações geológicas, o que torna esse local especial em relação à sua geodiversidade. O rio forma piscinas naturais e nos paredões rochosos são realizadas atividades de aventura, como o rapel e a escalada. É cobrada entrada e o acampamento é permitido.

Capão da Onça

Possui cachoeiras, corredeiras e piscinas naturais. Os mais antigos contam que há muitos anos o lugar servia de esconderijo para uma onça, que arrastava suas presas (novilhos e outros pequenos animais) para dentro do mato e assustava os colonos que passavam por ali. É cobrada entrada e o acampamento é permitido.

Cachoeira da Mariquinha

A Cachoeira da Mariquinha tem 30 metros de altura e para chegar até ela há uma trilha (leva-se mais ou menos 20 minutos). O local é ótimo para banho e tem uma pequena praia de areia, logo em frente. Além da cachoeira, há outras quedas d’água, corredeiras, fendas, piscinas naturais, paredões de rochas, capões de mata com araucária, campo nativo e pinturas rupestres. É cobrada entrada e o acampamento é permitido.

Furnas Gêmeas

Nesse local há duas furnas, bem ao lado uma da outra, por isso o seu nome “Furnas Gêmeas”. São parecidas com as furnas do Parque Estadual de Vila Velha, mas não possuem água em seu interior, e sim vegetação (tem até uma araucária em uma delas!). As furnas estão separadas por uma espécie de passarela natural, formada por arenito. A trilha para as Furnas começa no Passo do Pupo e é cobrada entrada.

Buraco do Padre

O Buraco do Padre é um dos locais mais belos dos Campos Gerais. É uma furna com uma cachoeira de 30 metros em seu interior. O nome está relacionado à história dos jesuítas que estiveram no local. A entrada é paga e a trilha até a furna é de fácil acesso, com passarelas. O local é a morada dos andorinhões-de-coleira-falha que saem pela manhã em busca de alimento e retornam ao final tarde para passarem a noite.

Furna Grande

Próximo às Furnas Gêmeas, está a Furna Grande. É um gigantesco arco de rocha com paredes de mais de 70 metros de altura. Na base do paredão há exuberante vegetação. As Furnas são feições geomorfológicas ímpares da região dos Campos Gerais, resultado de um conjunto de fatores geológicos, climáticos e topográficos.